domingo, 28 de novembro de 2010

Do Saramago, que nunca tarda em desaparecer

quem me conhece sabe o quanto admiro as qualidades literárias do Saramago, as horas de leitura que às suas obras dediquei, o quanto as divulguei a amigos, colegas de trabalho, aos menos amigos também...
hoje fui ver, finalmente, o documentário "José e Pilar". fica registada, para mim, a dependência emocional e funcional relativamente à sua amada, Pilar del Rio. Fica o homem apaixonado, o homem que teme apenas a perda da sua mulher, o homem que teima em desacreditar Deus, o homem que fez perdurar os ideais comunistas e com os quais, não os partilhado, eu disse "quase"! quase me convenceu...
mas é sobre o escritor tardio que agora quero falar. sempre me impressionou a ignorância e o desconhecimento das pessoas face à escrita do Saramago. que o seu estilo é monótono, que não usa pontuação adequada, que é polémico, transgressor, espanhol. refuto. é transgressor, porque o mundo avança desarrumando-o. é polémico, porque a coragem demonstra-se. não é monótono, porque a sua escrita alimenta-se de oralidade, suspense e antecipação. e, caros leitores, a pontuação existe e é correcta. ah e foi português até ao fim das cinzas e ponto final. parágrafo.




sábado, 27 de novembro de 2010

No princípio era eu

eu. que egoísta pareço. não pareço apenas, sou! mas pretendo partilhar com que tiver interesse, o meu gosto pela literatura, por esse mundo verdadeiramente admirável dos livros e das viagens que proporcionam. dou agora início a um percurso inacabado, de partilha de informações sobre autores e obras publicadas. e ainda pelo que está por publicar. talvez seja este momento para recomeçar a escrever, quando escrever já não doer...